As bonequinhas do Vestido Viajante

O vestido continua por aí, viajando.

Mas enquanto ele não chega ao seu próximo destino, vejam que lindas as bonequinhas das três primeiras participantes do projeto, FernandaLual Alinée:

Fofo demais, né?
Ilustras da querida e talentosa Anna Kuhl.

As outras participantes ganharão bonequinhas ilustradas logo mais. E vale sempre lembrar que enquanto o vestido não chega ao seu próximo destino, o blog continua com publicações bacanas relacionadas ao consumo consciente. Fiquem de olho!

7ª parada – Lily Zemuner

Se tem uma coisa que eu posso dizer sobre minha estada por São Paulo é que essa não é somente a terra da garoa, mas onde todas as estações acontecem no mesmo dia. Primavera-verão-outono-inverno. O que, de certa forma, contribui para o desenvolvimento do blog, uma vez que já estamos quase em dezembro e ainda dá para pensar em me usar como uma peça invernal.

É isso, gente. Hoje estou com a Lily Zemuner e ela resolveu me tirar de casa em um dia frio de primavera paulistana. Para isso, me uniu ao seu inseparável coturninho. Como complemento – e deixando tudo mais quentinho – um colete de lã:

O destaque fica por conta dos acessórios, que são as peças que trazem informações de moda atual ao look, como as pulseiras de spikes (compradas no ebay), o colar com máxi crucifixo (comprado na 25 de março) e a bolsa de franjas.

No livro que originou o filme (Quatro amigas e um jeans viajante) – e, posteriormente, serviu de inspiração para a criação deste blog – diziam que o jeans tinha poderes mágicos. Eu, como vestido protagonista nesta história, não sei bem se meus poderes são mágicos, mas acredito estar conseguindo transformar um pouco a opinião das pessoas sobre moda e consumo. Já rodei alguns quilômetros, vesti 7 corpos diferentes (e me adequei muito bem a cada um deles). Já fui básico, esportivo, de balada, já fui blusa, já fui de verão e de inverno. E permaneço o mesmo: um simples vestido xadrez, cheio de possibilidades.

Curiosos para saber meu próximo destino? Stay tuned!

Muita roupa para pouca estação

Na Revista O Globo, encartada no Jornal de mesmo nome, aqui no Rio, foi publicada uma matéria muito interessante no último domingo, dia 18/11. Ela fala sobre o boom de coleções, pré coleções e liquidações que parece ter tomado conta da moda brasileira – para vocês terem uma noção, já tem loja liquidando a coleção de verão, sendo que a estação nem chegou! Agora toda marca que se preze lança umas 3 coleções por estação (tipo pré-verão, verão e alto verão), e parece que a gente fica movido a novidade, a mudança de vitrine, a liquidação. Será que esse movimento todo é positivo ou só gera mais disperdício? Leia a matéria e discuta com a gente 😉

.

(clica que ela cresce)

.

.

“Marcas que tradicionalmente tem o perfil de fazer roupas mais cuidadas no acabamento também precisam atender o consumidor, bombardeado com um trilhão de novidades das lojas de fast fashion. O altíssimo fluxo de novidades faz o consumidor entrar em um ritmo alucinante. As pessoas estão comprando muito, com muita ansiedade. Um frenesi de consumo. Ainda é cedo para falar se isso é positivo ou não. O fato é que a gente está vivendo um desperdício de roupa. Um dos pontos positivos é que se faz uma moda mais democrática”

Patrícia Veiga, coordenadora de moda da TV Globo

.

Eu (Fê Alves) acho o seguinte: a gente aqui no Brasil não estava acostumado com fast fashion. Esse é um fenômeno comum na Europa e nos EUA, mas aqui é muito recente – pergunte para sua mãe como era há 30, 40 anos atrás – e a gente vive uma euforia de consumo. A gente passa na vitrine da Zara (e da C&A, Marisa, Renner) e toda semana tem novidade, então toda semana a gente quer comprar, e como compra! Só acho que, para uma moda cara como é a feita no Brasil (já se ligaram no preço de marcas como a GAP lá fora? E na liqui? É chocante) e em que, em muitos estados, há pouca diferença nas estações, a gente pode estar eufórico demais. O mundo em crise a gente comprando blusinha, sabe como? Acho que vai chegar um momento em que essa poeira vai baixar e que a gente vai notar que, se não comprar o super-hiper-lançamento da semana, não tem problema. Vai ficar tudo bem, sabe.

As várias possibilidades de um macacão

 

ultimamente ando vidrada em uma peça: macacão (só para constar, acho esse nome horrível para a roupa… mas enfim…) acho uma peça que fica bem em diversas pessoas, é uma peça única, costuma “dar estilo” automaticamente para toda a roupa principalmente se houver cores! Selecionei algumas possibilidades de uso e re-uso (porque usar uma vez é fácil, quero ver usar várias!!!hahaha)

u

usar com a barra dobrada, mudar o sapato e o cardigan também dá uma outra cara!

A Mira usou o macacão de uma cor só (nesse azul lindo)  e mudou a sapatilha e adicionou um cardigan!

A Lual usou o macacão como peça única e também genialmente como calça!!!

e de novo a Mira usou esse modelo (lindoooo) com estampas miudinhas e usou de uma maneira fofa com sapatilha e mais mulherão com salto!!

E vocês gostam de macacão??

Porque a gente quer se vestir em bloco?

Um dos meus blogs de moda favoritos é o da Oficina de Estilo
Adoro os textos da Cris e da Fê!
E esse vídeo que elas fizeram com a Chiara para o projeto “Ser Sustentável com Estilo

#18 Um Guarda-roupa Consciente from Ser Sustentável com Estilo on Vimeo.

o vídeo traz vários pensamentos legais, que fazem a gente pensar e repensar em como nos escravizamos (inconscientemente) e desperdiçamos dinheiro, tempo e energia em coisas que deveriam ser prazerosas e não sacrificantes… anotei alguns dos meus favoritos:

“sempre a gente vai gastar o máximo que a gente pode em qualidade…”

“a gente não acredita em clássicos para todo mundo…cada um tem o seu tipo de clássico…de acordo com sua vida…”

“ao mesmo tempo que o guarda roupa que é conciso e autoral… construído e moldado de acordo com o que a gente é e do que é importante pra gente, independente do que tem na revista e na vitrine; daí o universo em vez de virar um exército de pseudo it-girls vira um exército de gente linda!”

“a humanidade é sortida, porque a gente quer se vestir em bloco?”


Pensamentos pra levar na vida né?!

6ª Parada: NatiLopes

Olha eu aqui novamente! Dessa vez eu parei na casa da NatiLopes, dona do blog Mundo Natilopes, vocês conhecem!? O look que a Nati montou comigo ficou bem diferente do que as meninas já montaram e ficou super a cara dela! Quem frequenta o blog dela irá entender porque estou falando isso! 😉

Nesse dia eu fui para o shopping ver algumas vitrines, conheci algumas amigas da Nati e finalmente, depois de bater perna o dia todo, voltamos para casa felizes com o look escolhido! E digo que nunca pensei que com apenas um nó eu ganharia uma cara completamente diferente! Mas vamos parar de suspense e ver o look montado?!?!

Natilopes falando agora! =p

Eu já vinha pensando em como usar o vestido há um tempinho já, tinha ficado preocupada porque eu sou mais baixa que as meninas e magrela que só! Então não tinha dúvida que o vestido ficaria bem grande em mim, mas quando ele chegou eu n ão tive dúvida de como usaria! E no final das contas, super amei o resultado e achei que ficou a minha cara mesmo!!

E vocês, o que acharam!?!

O vestido agora está a caminho de outra blogueira, e posso contar que ele ainda contínua na terra da garoa! Arriscam quem pode ser a próxima blogueira?! 😉

Beijoss a todos!!

Um monte de roupas que Sarah não comprou.

E se ao invés de comprar todas as peças que você viu e desejou por aí, você as desenhasse ? Foi isso que a ilustradora canadense Sarah Lazarovic fez, e em apenas seis meses “desenhou” dois mil doláres de wishlist. O desafio que ela se colocou foi não comprar nenhuma peça durante todo o ano de 2012. Viciada principalmente em comprar na internet, Sarah reuniu e organizou seus desenhos-crônicas em um caderno virtual, chamado A bunch of pretty things I did not buy ” – clique para ler!

Além dos desenhos, o livro de Sarah traz várias reflexões sobre consumo também, como estas aqui:

“O ato de não fazer compras, mesmo sendo artificial, tem sido uma barreira deliberada contra o fluxo de coisas que vem até mim. Se eu não impusesse uma regra, compraria distraidamente. Só é difícil quando você tem o pensamento irracional de que nunca mais vai encontrar algo como aquilo, sem refletir que você já tem três parecidos no seu armário”,

Pra mim o mais legal de desenhar as peças – ao contrário de comprá-las, se resume nessa frase da Sarah: “Eu não preciso ter para apreciar estas peças. Eu não preciso vestir para poder apreciá-las.”

Assim como outras estratégias de consumo que vimos aqui no blog, como ficar sem comprar por um período determinado ou comprar e ajustar, esta é uma maneira criativa de domar nossos impulsos “shopaholic”. E vocês, que tipo de estratégia já criaram ?

*Conheci estas ilustrações na  Revista Glamour.